Avaliação Facial: Recursos que auxiliam a avaliação!

Olá, tudo bem?

Hoje vamos dar sequência a um assunto que amo, Avaliação facial. Se você já baixou o ebook este artigo vai ser ótimo! E se você ainda não baixou, então não perca tempo e baixe agora, (clicando no banner ao lado).

Vamos lá?!

Hoje sabemos que o preenchimento correto da ficha de avaliação é mais que uma obrigação do profissional de estética e também o ponto principal para estabelecer seu objetivo de tratamento, o objetivo do seu cliente e verificar recursos disponíveis para a realização do tratamento posterior.

Avaliar é a prática de averiguar, verificar, comparar.

E devemos então raciocinar, documentar e relembrar. Porque relembrar?

Muitas vezes a ficha de avaliação é preenchida uma única vez e na sequência ela é guardada. Para que se tenha sucesso no seu tratamento, já adianto que reler e realizar novas anotações de acordo com a evolução é extremamente importante.

Além da ficha de avaliação, existem outros recursos que podem nos ajudar na hora de avaliar, quanto mais dados e informações tivermos a respeito do estado cutâneo do nosso ciente melhor.

Abaixo listo alguns acessórios que potencializam a avaliação:

Lupa: A Lupa é um instrumento importantíssimo de avaliação. A lupa tem por objetivo iluminar a pele, através da lâmpada ou através de luz de led e aumentar e dar foco.

Com a lupa é possível ver aquele comedão de forma mais precisa, visualizar óstios dilatados, telangiectasias, irregularidades de pigmentação, além de outras manifestações cutâneas. Existem lupas para todos os gostos, com tripé, lupa de mão, lupa de pala e por ai vai.

 

Analisador de oleosidade e hidratação: Com este recurso nossa vida ficou mais fácll! Antes para medir a olesidade era necessário fazer extenso questionamento sobre como sentia a pele ao longo do dia, quais produtos que poderiam estimular aumento de óleo na face… etc. E com a hidratação mesma coisa, a conversa era longa, porque este valores não ficavam bem estabelecidos como avaliar, a investigação era intensa e tínhamos que avaliar o contexto, se tem boa alimentação, ingesta de água, cuidados diários. Não que estes questionamentos sejam menos importantes, mas hoje com estes analisadores é possível ter uma precisão maior e já mostrar para o cliente as condições da pele. Bem como se a pele estiver muito seca e você realizar uma hidratação, você consegue mostrar após a sessão o aumento na quantidade de água.

 

Lâmpada de Wood: A lâmpada de Wood foi inventada em 1903 pelo físico Robert Wood. A primeira utilização da lâmpada foi relatada em 1925 na dermatologia para resolver afecções fungicidas no couro cabeludo.

A lâmpada de Wood tem ampla utilização na medicina e se tem se destacado na prática dermatológica auxiliando no diagnóstico. A lâmpada de Wood tem temperatura baixa e e emite espectro de 320-450 nm.

O exame com a lâmpada de Wood é utilizado para determinar a profundidade da pigmentação melânica na pele.

Quando a lâmpada de Wood ilumina a epiderme com grande quantidade de melanina, a maioria é absorvida, enquanto a pele adjacente, menos pigmentada, reflete luz como de costume, resultando em contrastes na borda entre as áreas com gradientes distintos de melanização. Sendo assim, as variações da pigmentação na epiderme se tornam mais aparentes sob a lâmpada de Wood do que com a luz comum. (SANCHES, et AL, 1981)

Nas pigmentações dérmicas o contraste é menos aparente  sob a Luz de Wood, pois algumas fluorescências do colágeno se distribuem acima e abaixo da melanina dérmica, diminuindo, portanto, a quantidade de fluorescência visível. A luz de Wood não é muito confiável em fototipos mais altos (V e IV), pois há necessidade de níveis basais mais baixos de melanina para detectar os contrastes pigmentares. (ASAWANONDA;TAYLOR,1999).

Para fazer diagnóstico correto:

As manchas hipocromicas têm limites definidos.

Nas manchas hiperpigmentadas, a utilização da Lâmpada de Wood auxilia na localização do pigmento. Epidérmico acentua as manchas. Dérmico ocorre uma incontinência pigmentaria, suavizando as manchas.

Para fazer uso da lâmpada de Wood faz necessário que a sala esteja toda escura para que seja possível realizar a avaliação.

Ainda existem versões mais modernas da Lâmpada de Wood. A lâmpada já vem inserida em uma cabine que contém luz de Wood e luz branca. O cliente coloca o rosto dentro dessa cabine e o profissional olha através de uma lente de aumento. Assim não é necessário apagar as luzes. Versões mais modernas contam também com suporte para celular, sendo possível tirar foto e enviar para aplicativo que faz comparação, dando assim métrica de avaliação mais fiel e mostrando a evolução ou não do tratamento.

 

 

 

 

 

 

Além dos recursos auxiliares, a avaliação visual é muito importante. Então, olhar com calma, não realizar a avaliação com pressa, observar todas as alterações da pele, fazer pequenas perguntas para o cliente.

Outra coisa muito importante é o toque, o que chamamos de avaliação palpatória. Tocar na pele, sentir a textura, sua espessura, sinais de flacidez e temperatura. Lembrando que o toque deve ser sempre com as mãos sem a luva.

 

Lembre-se avaliar é algo super importante, sem avaliar corretamente ou fazer de  maneira incompleta não existe tratamento ou protocolo que seja eficaz e atenda a expectativa do cliente.

Sucesso!

Grande beijo!

Juliana Perardt

 

Juliana Perardt

Apaixonada pela Estética. Sou esteticista, geminiana, amante do rock ’n’ roll e corrida. Professora do Curso Superior de Estética. Ministro cursos de aperfeiçoamento destinados a profissionais de Estética, com 10 anos de experiência.

Website: http://www.julianaperardt.com.br